Worlds Belong to Us

A dispatch from Brazil on "life illuminated by green"

We received the following short text from some mysterious mountain comrades in the Brazilian countryside. Translated by a friend, we republish the letter in full here.

There are so many words around when we stop to hear what's happening on the planet, the noises are manifold.

Too many concepts, discourses, and narratives incapable of sprouting a mustard seed.

Too many groups, factions, rivalries, egos, and vices, all fighting over a "like" on this limp planet. A dead-end street!

Crisis is the daily reality imposed upon folks.

Far from the lights of this crumbling civilization whose death we witness, we find green worlds, invisible zones where it is possible to grow other modes of existence, to escape, to become ungovernable, to live beyond the radar of all rotten powers.

Free zones, territories without mediations, from capital, bosses, or leaders that decide what we must eat, what we must think, how we should live our lives.

Root worlds, of plants and mutual aid, of joyful friendships, of seeds that grow out of collapse, of before, of those who are still coming.

In these territories we resist, we reap what we may, we build tools out of the ruins of a world disappearing in its own toxic smoke.

In these worlds we plant what the earth nurtures, we learn from the old and we appropriate what was good about civilization. We care for one another, we embrace those who need or those who are merely passing by.

When the sun rises, those who will another life have a thousand tasks: to plant food, to sow rain and trees, to care for flowers and bees, to let the wilderness bloom for that is its nature. We watch the sunset, or merely dance within inviting nights, we hug friends and neighbors, the only strange thing is the memory of a world left behind.

There are continents to be discovered by those who wish to embrace a life illuminated by green. The garden, the grain and the free water, growing herbs for seasoning and other fragrances. There are no alternatives, we are Plan B, with our dreams pregnant with will, colors, and affects we can make this world ours, free!

From some territory inhabited by free people.

O Mundos nos pertence

Há palavras demais ao redor quando paramos para escutar o que se passa no planeta, são tantos os ruídos.

Há conceitos em excesso, discursos e narrativas incapazes de fazer brotar uma grão de mostarda.

Existem grupos, facções e rivalidades,egos e vícios,todos disputando um "like" neste mundo murcho. É um beco sem saída!

A crise é o diário da realidade imposta aos povos.

Distante de todas as luzes desta civilização que vemos morrer, há mundos verdejantes, zonas invisíveis onde é possível semear outros modos de existência, escapar, tornar-se ingovernável,viver fora do radar dos podres poderes.

Zonas liberadas, territórios sem mediações do capital,de chefes ou líderes determinando como devemos comer,pensar e viver nossas vidas.

Mundos de raízes, de plantas e apoio mútuo,de amizades alegres,de sementes que estão longe dos colapsos, de antes e dos que estão a caminho.

Nestes territórios resistimos, colhemos tudo o que precisamos, construímos ferramentas das ruínas do mundo antigo que estamos vendo desaparecer em sua própria fumaça tóxica.

Nestes outros mundos plantamos o que terra acolhe,aprendemos com os antigos e nos apropriamos daquilo que a civilização realizou de bom. Cuidamos uns dos outros, abraçamos quem precisa ou está somente de passagem.

Quando o dia nasce, há mil fazeres para quem tem vontade de outra vida: Plantar comida, semear chuvas e árvores, cuidar de flores e de abelhas, deixar o mato crescer por que é de sua natureza. Assistimos ao pôr do sol, ou apenas ouvimos música e dançamos na noite que nos convida, abraçamos vizinhos e amigos, o único estranho é a lembrança do mundo que deixamos para trás.

Há continentes a descobrir para quem quiser abraçar uma vida iluminada pelo verde,a horta, os grãos e a água limpa,a semeadura de ervas dos temperos e outros cheiros. Não existem alternativas, nós somos o Plano B, com nossos sonhos carregados de vontades,, cores e afetos podemos fazer deste mundo nosso, Livre!

De algum Território habitado por gentes livres!